O escritório que cresceu junto com a cadeira
Por que isto não é sobre acusar Alexandre de Moraes de crime
Esta entrada não afirma, e as fontes disponíveis não afirmam, que qualquer processo tenha sido decidido em favor de quem paga o escritório da família. O dado documentado é anterior a qualquer alegação desse tipo: crescimento de volume de casos, valor recebido de uma instituição financeira específica (Banco Master) que depois colapsou sob investigação federal, e a decisão institucional do próprio STF de flexibilizar, em 2023, as regras que poderiam ter limitado essa configuração — seguida da suspensão, em 2026, da discussão para apertar essas mesmas regras.
A tese em disputa
Atribuída a André Marsiglia, advogado constitucionalista — não posição do Sabor Brazil:
Embora não se possa afirmar irregularidade sem provas concretas de ilegalidade, o caso evidencia um claro risco de conflito de interesses e de percepção de favorecimento.
O contraponto que a entrada preserva
Alessandro Chiarottino, também constitucionalista, argumenta que crescimento de casos por notoriedade do sobrenome não é, isoladamente, evidência de direcionamento — um escritório de alto perfil naturalmente atrai mais clientes independentemente de qualquer irregularidade. A entrada registra os dois lados lado a lado, sem escolher entre eles.
O que fica de fora
Não trato como fato que o processo de Lucas Kallas tenha sido ou venha a ser decidido de forma favorável por influência de Moraes — a atuação da advogada, até a data desta entrada, não coincide com decisão de mérito do ministro no caso, e a remessa ao STF partiu do TRF-6, não de escolha da defesa.
Atualização pendente
Acompanhar se a proposta de restrição ao Código de Ética do STF (reunião cancelada em fev/2026) volta à pauta; acompanhar desfecho do processo de Lucas Kallas no STF e se Alexandre de Moraes formalmente se declara impedido nele.